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A Dor da remoção: Por que precisamos deixar ir para avançar
Existem muitas coisas que causam desconforto na vida das pessoas, e a dor da remoção de algo pode ser bem dolorosa, porém, muitas vezes é necessária.
Imagine que você está em um avião prestes a decolar em uma área montanhosa. O piloto precisa fazer uma decolagem em espiral para ganhar altura e evitar as montanhas.
Agora, pense na sua vida como esse avião. Às vezes, precisamos nos afastar de certas coisas para ganhar altitude e seguir em frente. Parece simples, mas a dor da remoção é real e pode ser um desafio.
Além disso, isso implica muitas vezes em remover hábitos, coisas e pessoas da nossa vida!
A dor da remoção muitas vezes envolve soltar o passado para avançar
A remoção de algo ou alguém de nossas vidas, mesmo que nos ofereça algum benefício, é como arrancar um band-aid. Dói, mas é necessário. Muitas vezes, nos apegamos a situações, empregos ou pessoas por medo, conforto ou simplesmente por hábito.
Mas, assim como a mulher de Ló na Bíblia, que olhou para trás e ficou paralisada, precisamos evitar nos prender ao passado.
Muitas pessoas permanecem ligadas as pessoas que estão sempre trazendo algum prejuízo e isso não é nada bom. Certamente que não estamos falando aqui de abandono, ainda mais se for alguém da família.
Contudo, um afastamento pode ser muitas vezes algo necessário, a fim de remover aos poucos ligações fortes que só atrapalham.
Abraão: Deixando para trás para olhar para o futuro
Abraão, o pai da fé, teve que se separar de seu sobrinho Ló para que Deus pudesse cumprir Suas promessas. O pai da fé estava apegado a Ló, talvez por segurança ou por laços familiares.
Mas, assim que Ló saiu de sua vida, Deus disse a Abraão para levantar os olhos e olhar para o futuro. É como se Deus estivesse dizendo: “Agora que você se livrou do peso extra, veja o quanto você pode alcançar!”
Certamente que essa é uma triste realidade, algumas pessoas são apenas um peso extra, pois não ajudam, nem acrescentam em nada na nossa vida! O desapego, pode ser muitas vezes necessário.
Jonas: removendo o que nos afunda
E quem não se lembra de Jonas? O capitão do navio estava prestes a perder tudo por causa de um passageiro que não deveria estar ali. Jonas comprou uma passagem, mas trouxe tempestades.
Quantas vezes mantemos “Jonas” em nossas vidas, apenas porque eles pagam o ingresso?
Às vezes, precisamos jogar fora o que está nos afundando, mesmo que isso signifique perder algo que parecia valioso.
Você já percebeu que enquanto algumas pessoas permanecem na vida de outras, elas apenas trazem problemas, e acaba arrastando as outras pessoas também?
Jonas teve que ser jogado do barco, dessa forma, algumas pessoas, precisam deixar a nossa embarcação, para seguirmos adiante e em paz.
José: Florescendo no lugar certo
José foi vendido como escravo por seus próprios irmãos. Às vezes, é melhor ser um “escravo” em um ambiente que nos valoriza do que ser um “irmão” em um ambiente de inveja.
José precisou ser removido de sua família para que pudesse se tornar o governador do Egito. Às vezes, precisamos ser removidos de onde não pertencemos para florescer onde realmente somos necessários.
Muitas vezes queremos ficar apegados as pessoas, muitas vezes por gostarmos delas mesmo, porém a sua intenção pode ser boa, mas a intenção dos outros pode não ser igual a sua.
Portanto, fiquemos atentos aos sinais, pois muitas vezes as pessoas não querem que avancemos.
Entretanto, quando você está no lugar certo, certamente irá florescer como nunca imaginou.
A dor da remoção é necessária para crescer
A verdade é que a remoção é dolorosa, mas necessária. É como podar uma planta para que ela cresça mais forte. Precisamos estar prontos para deixar ir o que nos impede de avançar.
E, se você está se perguntando se deve remover algo da sua vida, pergunte-se: “Isso está me ajudando a decolar ou me mantendo no chão?”
Existem hábitos como vícios em jogos, redes sociais, dentre outras coisas, que só faz com que você fique infrutífero, sem produzir nada.
Procure identificar hábitos ruins, o que pode não ser tão difícil, pois geralmente são coisas que arrancam muito o nosso tempo.
Depois de perceber isso, procure remover tais hábitos imediatamente da sua vida e você perceberá que começará a produzir muito mais na sua vida.
Um convite para novos horizontes

Da próxima vez que a vida te pedir para remover algo, lembre-se: é apenas uma fase. Assim como um avião ganha altitude, você também pode alcançar novos horizontes.
Afinal, a vida é uma série de decolagens e aterrissagens, e cada remoção é uma oportunidade de voar mais alto.
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O que a Bíblia diz sobre deixar ir?
A Bíblia está repleta de histórias de pessoas que precisaram soltar algo precioso para receber algo maior. Abraão deixou sua terra natal por uma promessa invisível. José perdeu sua liberdade antes de ganhar um trono. Moisés abandonou o palácio do Faraó para se tornar o libertador de um povo.
Em Filipenses 3.13, Paulo escreveu: “Mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante.” O apóstolo que havia sido perseguidor, que havia perdido tudo que considerava valioso na lei judaica, aprendeu que avançar exige soltar.
O problema é que muitos cristãos repetem rituais de fé enquanto seguram com força o que Deus pediu que deixassem. Oram para avançar, mas não soltam o que impede o avanço.
Por que é tão difícil deixar ir?
A dificuldade de soltar está enraizada em três medos fundamentais: o medo do desconhecido, o medo da perda de identidade e o medo de que a dor nunca passe. Quando nos apegamos a uma situação — mesmo que ela nos machuque — é porque ela nos é familiar. E o familiar, por pior que seja, parece mais seguro que o incerto.
Há também o luto envolvido. Deixar ir é uma forma de morte. Morte de um relacionamento, de um sonho, de uma versão de nós mesmos. E todo luto precisa ser honrado, não apressado.
O Pastor Claudio Duarte costuma dizer que algumas pessoas ficam presas não porque não conseguem avançar, mas porque ainda não deram permissão a si mesmas para chorar o que perderam. O luto é o portal, não o obstáculo.
Sinais de que você ainda não soltou
- Você revive mentalmente conversas antigas tentando reescrevê-las.
- Sente amargura quando o nome de alguém é mencionado.
- Seu presente é constantemente contaminado por comparações com o passado.
- Você ainda define sua identidade pelo que perdeu — o emprego, o casamento, o sonho não realizado.
- Tem dificuldade de celebrar as bênçãos atuais porque ainda está de luto pelas passadas.
Como praticar o desapego com fé
Soltar não é negar a dor. É reconhecê-la e ainda assim dar um passo à frente. É dizer: “Isso doeu, ainda dói, mas não deixarei que defina para sempre quem sou e aonde vou.”
Praticamente, isso envolve: escrever o que você está soltando e fazer disso uma oração deliberada; buscar comunidade que testemunhe esse processo; e celebrar pequenos avanços sem esperar que a dor desapareça completamente antes de agir.
Em Isaías 43.18-19, Deus diz: “Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço uma coisa nova; agora sairá à luz; não a reconhecereis vós?” A novidade de Deus exige espaço. E espaço só aparece quando algo é removido.
Perguntas Frequentes
Soltar significa esquecer?
Não. Soltar significa parar de deixar que o passado governe o presente. Você pode lembrar de algo sem ser governado por isso. A memória é saudável; a obsessão, não.
E se eu precisar soltar um relacionamento ainda vivo?
Às vezes é necessário estabelecer distância ou limites saudáveis com pessoas que ainda fazem parte da sua vida. Soltar não é necessariamente romper — pode ser redefinir o papel que aquela pessoa ocupa em sua vida.
Como sei se Deus quer que eu solte algo?
Geralmente, o que precisa ser solto é aquilo que, ao ser segurado, impede você de orar com paz, de amar com liberdade ou de avançar com integridade. A convicção do Espírito Santo não condena — ela liberta.
Quanto tempo leva para soltar de verdade?
Não há prazo universal. O luto tem estágios e cada pessoa os vivencia em seu ritmo. O que importa é que cada dia haja uma escolha consciente de não deixar o passado sequestrar o presente.


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